Às folhas tantas
do livro matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
Uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
--
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Thomas J. McFarlane, "Einstein e Buda, palavras comuns"
Calcula aquilo que o homem sabe e não haverá comparação com aquilo que ele não sabe.
- Chuang Tzu
O verdadeiro valor do ser humano é determinado antes de mais, pela medida e pelo sentido em que este logrou libertar-se do seu ego.
- Albert Einstein
Para o cientista, assim como para o místico, a beleza anda de mão dada com a verdade.
- Thomas J. McFarlane
Aqueles que não sentirem um choque ao depararem com a teoria quântica não poderão tê-la entendido.
- Niels Bohr
Dizes então que vais fazer do Certo o teu mestre e livrar-te do Errado, ou fazer da Ordem o teu mestre e livrar-te da Desordem? Se o fizeres, então não percebeste (...). É impossível, obviamente.
- Chuang Tzu
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
Konrad Lorenz, "A agressão, uma história natural do mal"
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Herbert Le Porrier, "O médico de Córdova"

--
“O médico de Córdova”
Herbert Le Porrier
Editorial Bizâncio
O mundo está suspenso da respiração das crianças que vão à escola.
p.29
Mesmo uma voz do céu não prevalece sobre aquilo que existe!
p.32
- Talmude
--
Sem dúvida os imbecis passam por ser bem-aventurados. Mas a ignorância só pode ignorar o mal e não combatê-lo.
p. 45
Desconhecendo até onde a situação o leva, o homem cauteloso toma as suas precauções.
p.55
Há aquilo em que creio. Há aquilo em que penso. Há aquilo que faço. Há aquilo que sofro. Todavia tenho uma só postura para fazer face à diversidade que inexoravelmente me retalha.
p.64
Nada mais fácil do que prever o futuro. Basta anunciar calamidades e catástrofes que elas incubam como o fogo dentro da terra e nunca andam muito longe.
p.73
Estou entre duas portas. Saí do medo e ainda não entrei no amor.
p.81
Aqueles que te ensinaram que o espírito puro está entre nós, troçaram do teu. Ou tu dominas o mal, ou é ele que te domina, este é o segredo da vida.
p.86
Os homens só são verdadeiramente indulgentes consigo próprios.
p.108
A cozedura das ideias requer mais subtileza do que a do pão; não está em causa saciar, mas, pelo contrário, provocar a fome.
p.163
Que insensatez procurar um lugar tranquilo para viver, num mundo em que a tranquilidade não existe.
p.175
O pensamento é como a terra, se não a trabalhamos, seca; se não a semeamos, esteriliza.
p.176
Faz parte da condição do homem formar palavras na garganta; a maioria expele ruído, alguns libertam a palavra.
p.187
Se há verdade na poesia, não há menos poesia na verdade.
p.188
A medicina é a ciência da pesagem dos erros e a arte da escolha entre os riscos e os males.
p.218
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Antoine de Saint-Exupéry, "Vol de nuit"
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ugly Kid Joe, "Cats in the cradle"

Gosto muito da letra desta canção.
Reflecte muito bem a nossa sociedade ocidental, a relação de muitos pais com os seus filhos, o adiar das “pequenas” coisas que gostamos para um qualquer futuro onde tudo será melhor, esquecendo de desfrutar do aqui e agora!
Reflecte muito bem a nossa sociedade ocidental, a relação de muitos pais com os seus filhos, o adiar das “pequenas” coisas que gostamos para um qualquer futuro onde tudo será melhor, esquecendo de desfrutar do aqui e agora!
--
Ugly Kid Joe
"Cats in the cradle"
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
I'm gonna be like you, dad,
You know I'm gonna be like you.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
Well, my son turned ten just the other day.
He said, 'thanks for the ball, dad. come on, let's play.
Could you teach me to throw?
I said, not today. I got a lot to do.
He said, that's okay. and he walked away and he smiled and he
said ya know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
son I'm proud of you. could you sit for a while?
He shook his head and he said with a smile,
what I'd really like, dad, is to borrow the car keys.
See you later. can I have them please?
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
I'd like to see you, if you don't mind.
He said, I'd love to, dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, dad.
It's been sure nice talkin' to you.
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
My child arrived just the other day
Came to the world in the usual way
But there were planes to catch and bills to pay
He learned to walk while I was away
He was talkin' 'fore I knew it
And as he grew he said,
I'm gonna be like you, dad,
You know I'm gonna be like you.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
Well, my son turned ten just the other day.
He said, 'thanks for the ball, dad. come on, let's play.
Could you teach me to throw?
I said, not today. I got a lot to do.
He said, that's okay. and he walked away and he smiled and he
said ya know, I'm gonna be like him, yeah.
You know I'm gonna be like him.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
Well, he came from college just the other day,
So much like a man I just had to say,
son I'm proud of you. could you sit for a while?
He shook his head and he said with a smile,
what I'd really like, dad, is to borrow the car keys.
See you later. can I have them please?
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
I've long since retired, my son's moved away.
I called him up just the other day.
I'd like to see you, if you don't mind.
He said, I'd love to, dad, if I could find the time.
You see my new job's a hassle and the kids have the flu,
But it's sure nice talkin' to you, dad.
It's been sure nice talkin' to you.
And as I hung up the phone it occurred to me,
He'd grown up just like me.
My boy was just like me.
And the cat's in the cradle and the silver spoon,
Little boy blue and the man on the moon.
when you comin' home?
son, I don't know when. we'll get together then.
You know we'll have a good time then.
sábado, 5 de junho de 2010
"Invictus", William Ernest Henley
Da noite que me cobre,
Negra como um poço de alto abaixo,
Agradeço a quaisquer Deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel das circunstâncias
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas erecta.
Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrar-me-á, destemido.
Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.
--//--
OUT of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
--
William Ernest Henley 1849–1903
Negra como um poço de alto abaixo,
Agradeço a quaisquer Deuses que existam
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel das circunstâncias
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso
Minha cabeça está sangrenta, mas erecta.
Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E contudo a ameaça dos anos
Encontra e encontrar-me-á, destemido.
Não importa a estreiteza do portão,
Quão cheio de castigos o pergaminho,
Sou o dono do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.
--//--
OUT of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
--
William Ernest Henley 1849–1903
terça-feira, 18 de maio de 2010
"Crónicas da Adolescência"
terça-feira, 20 de abril de 2010
Metallica, "Master of Puppets"

"Sanitarium"
Welcome to where time stands still
No one leaves and no one will
Moon is full, never seems to change
Just labeled mentally deranged
Dream the same thing every night
I see our freedom in my sight
No locked doors, no windows barred
No things to make my brain seem scarred
Sleep, my friend, and you will see
That dream is my reality
They keep me locked up in this cage
Can't they see it's why my brain says rage
Sanitarium, leave me be
Sanitarium, just leave me alone
Build my fear of what's out there
Cannot breathe the open air
Whisper things into my brain
Assuring me that I'm insane
They think our heads are in their hands
But violent use brings violent plans
Keep him tied, it makes him well
He's getting better, can't you tell?
No more can they keep us in
Listen, damn it, we will win
They see it right, they see it well
But they think this saves us from our hell
Sanitarium, leave me be
Sanitarium, just leave me alone
Sanitarium, just leave me alone
Fear of living on
Natives getting restless now
Mutiny in the air
Got some death to do
Mirror stares back hard
Kill,it's such a friendly word
Seems the only way
For reaching out again
sábado, 3 de abril de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Manuel António Pina, "Poesia Reunida"

ASSÍRIO & ALVIM
--
OUTRAS COISAS
(…)
De súbito faltas-me debaixo dos pés
E noutros lugares De ti é possível dizer
Que te ausentaste para parte incerta
Deixando tudo no teu lugar.
(…)
--
DESTA MANEIRA FALOU ULISSES
Falo por ti, e por ti me calo.
De modo que fica tudo entre nós.
--
LITERATURA
Literatura incrível esta
Que a si própria se escreve
Descobri o movimento perpétuo
Mas não saí (ó palavras) do mesmo sítio
(…)
--
OUTRAS COISAS
(…)
De súbito faltas-me debaixo dos pés
E noutros lugares De ti é possível dizer
Que te ausentaste para parte incerta
Deixando tudo no teu lugar.
(…)
--
DESTA MANEIRA FALOU ULISSES
Falo por ti, e por ti me calo.
De modo que fica tudo entre nós.
--
LITERATURA
Literatura incrível esta
Que a si própria se escreve
Descobri o movimento perpétuo
Mas não saí (ó palavras) do mesmo sítio
(…)
Bocage, "Antologia Poética"

Editora Ulisseia
--
DESENGANADO DO AMOR E DA FORTUNA
Fiei-me nos sorrisos da ventura
Em mimos feminis, como fui louco!
Vi raiar o prazer; porém tão pouco
Momentâneo relâmpago não dura:
(…)
Ah! Não me roubou tudo a negra sorte:
Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão e a morte.
--
A RAZÃO DOMINADA PELA FORMUSURA
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:
Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.
(…)
--
XLIII
O RETRATO DE DEUS, DESFIGURADO
POR MINISTROS EMBUSTEIROS
(…)
Eis o Deus, que consola a humanidade,
Eis o Deus da razão, O Deus de Elmano;
Um déspota de enorme fortaleza,
Pronto sempre o rigor para a ternura,
Raio sempre na mão para a fraqueza:
(…)
--
EPIGRAMA
IV
Um chapado, um retumbante
Corifeu de medicina
Certa menina adorava,
ER adoeceu-lhe a menina.
Eis para curá-la o chamam,
Pela alta fama que tem;
Geme o doutor, e responde:
«Não vou, que lhe quero bem.»
--
VI
Lavrou o chibante receita
Um doutor com todo o esmero;
Era para certa moça
Que ficou sã como um pêro.
«Tão cedo! É milagre!» (assenta
A mãe, que de gosto chora).
«Minha mãe, não é milagre,
Deitei o remédio fora.»
--
LVI
Epitáfio
Aqui jaz um homem rico
Nesta rica sepultura:
Escapava da moléstia,
Se não morresse da cura.
--
CVI
A morte foi sensual
Quando ainda era menina:
Co pecado original
Teve cópula carnal,
E pariu a medicina.
--
DESENGANADO DO AMOR E DA FORTUNA
Fiei-me nos sorrisos da ventura
Em mimos feminis, como fui louco!
Vi raiar o prazer; porém tão pouco
Momentâneo relâmpago não dura:
(…)
Ah! Não me roubou tudo a negra sorte:
Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão e a morte.
--
A RAZÃO DOMINADA PELA FORMUSURA
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas:
Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas.
(…)
--
XLIII
O RETRATO DE DEUS, DESFIGURADO
POR MINISTROS EMBUSTEIROS
(…)
Eis o Deus, que consola a humanidade,
Eis o Deus da razão, O Deus de Elmano;
Um déspota de enorme fortaleza,
Pronto sempre o rigor para a ternura,
Raio sempre na mão para a fraqueza:
(…)
--
EPIGRAMA
IV
Um chapado, um retumbante
Corifeu de medicina
Certa menina adorava,
ER adoeceu-lhe a menina.
Eis para curá-la o chamam,
Pela alta fama que tem;
Geme o doutor, e responde:
«Não vou, que lhe quero bem.»
--
VI
Lavrou o chibante receita
Um doutor com todo o esmero;
Era para certa moça
Que ficou sã como um pêro.
«Tão cedo! É milagre!» (assenta
A mãe, que de gosto chora).
«Minha mãe, não é milagre,
Deitei o remédio fora.»
--
LVI
Epitáfio
Aqui jaz um homem rico
Nesta rica sepultura:
Escapava da moléstia,
Se não morresse da cura.
--
CVI
A morte foi sensual
Quando ainda era menina:
Co pecado original
Teve cópula carnal,
E pariu a medicina.
Bertrand Russel, "Realidade e Ficção"
--
Editora Europa-América
--
Os governos, geralmente, partem do princípio de que possuem o monopólio da sabedoria e da virtude e que todos aqueles que se lhe opõem ou são parvos, ou malvados, ou ambas as coisas.
p.69/70
--
A liberdade sem tolerância não pode existir.
p.74
--
Por mais convencido que um indivíduo esteja da justeza das suas opiniões é sempre possível que estas estejam erradas.
p.74/5
--
Parece fazer parte da natureza do animal humano acreditar não só em coisas para as quais não existem provas, mas também em muitas outras coisas para as quais não existe a menor prova. E é precisamente naquelas coisas para as quais não há provas que geralmente se crê com paixão.
p.77
--
As pessoas acostumam-se de tal maneira a certezas onde deveriam sentir dúvidas que acabam por se tornar incapazes de agir sobre probabilidades.
p.78
Editora Europa-América
--
Os governos, geralmente, partem do princípio de que possuem o monopólio da sabedoria e da virtude e que todos aqueles que se lhe opõem ou são parvos, ou malvados, ou ambas as coisas.
p.69/70
--
A liberdade sem tolerância não pode existir.
p.74
--
Por mais convencido que um indivíduo esteja da justeza das suas opiniões é sempre possível que estas estejam erradas.
p.74/5
--
Parece fazer parte da natureza do animal humano acreditar não só em coisas para as quais não existem provas, mas também em muitas outras coisas para as quais não existe a menor prova. E é precisamente naquelas coisas para as quais não há provas que geralmente se crê com paixão.
p.77
--
As pessoas acostumam-se de tal maneira a certezas onde deveriam sentir dúvidas que acabam por se tornar incapazes de agir sobre probabilidades.
p.78
terça-feira, 2 de março de 2010
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