terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que é um verdadeiro amigo?


Será alguém que não finge ser nosso amigo?
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Existirá um conjunto de características que distingam os verdadeiros amigos dos que não o são?
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E se a pessoa não tiver alguma(s) dessas características, já não é "verdadeiro" amigo?
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Ou basta que a pessoa em questão seja honesta e queira o nosso bem e, já agora, nos ajude da forma que puder (mesmo que de vez em quando meta as patas)?
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Por exemplo, uma amiga disse-me que um verdadeiro amigo saberá sempre ler-nos na alma se estivermos tristes mas a fingir que não estamos.
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A minha perplexidade, naturalmente, passa pela dúvida que a "verdadeira" amizade crie no amigo a sensibilidade e a percepção para ultrapassar as máscaras que todos nós usamos e que alguns de nós usam tão bem.
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Neste caso específico:
Um verdadeiro amigo, veria além dessa máscara e perceberia a nossa tristeza e depois disponibilizar-se-ia para nos ajudar. (mas se percebesse e não quisesse ajudar, ainda assim seria verdadeiro amigo?)
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Por outro lado, uma pessoa que não percebendo a nossa tristeza, mas que depois de nós a declararmos, fizesse o que estava ao seu alcance para nos ajudar, não seria um verdadeiro amigo?
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Ou para ser "verdadeiro", há que juntar ambas as características?
E justifica-se um tal rigor na classificação de "verdadeiro" amigo?
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E por curiosidade, no segundo caso, o que chamaríamos a essa pessoa que nos ajuda?
Simplesmente amigo?
E será possível existirem (simples) amigos e verdadeiros amigos?
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Não cessa de me espantar esse desejo que tanta gente tem e tenta colocar em prática de serem "adivinhados". De esperarem da outra pessoa a capacidade de saberem o que se passa com elas quando elas não o dizem e quando, muitas vezes, nem a própria o sabe.
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Eu também gostaria de ser adivinho e de ser adivinhado.
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Mas, se por vezes sou um ou outro, tenho a noção de que tanto mal entendido, tanta confusão e dor resulta deste desejo...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para onde fogem?
Rui Herbon

Os alemães recordaram que fez meio século que os dirigentes da então República Democrática Alemã, uma das ditaduras comunistas mais asfixiantes surgidas depois da Segunda Guerra Mundial, ordenaram a construção de um enorme muro para impedir que os cidadãos submetidos àquele regime opressivo fugissem para a parte de Berlim que, controlada pelos aliados ocidentais, constituía a passagem para a Europa da democracia, dos direitos humanos e da combinação menos imperfeita entre igualdade e liberdade.

O muro de Berlim foi baptizado como uma ferramenta de “protecção antifascista”, uma pérola da cínica retórica totalitária. Infelizmente, hoje ainda há quem se autodenomine antifascista mas que, com as suas atitudes e acções, não faça mais que imitar tudo o que diz combater.

Por exemplo, o PCP queria derrubar Salazar ao mesmo tempo que era apoiado por Estaline e depois Ceausescu, um desconcertante paradoxo. Claro que agora ninguém defende a Alemanha comunista, mas ainda ouvimos justificações para o regime cubano e chinês, pela via sentimental ou tecnocrática. Sempre embusteiras, claro, porque nenhum dos que as formulam quereria viver como os cubanos ou os chineses.

 É certo: há nostálgicos e há espertalhões que defendem seja o que for desde que sirva para manter o seu negócio. O que não há, entre as elites, é desinformados. Sabia-se o que era a RDA e sabe-se o que são Cuba, China, Síria, Arábia Saudita ou Irão.

E, em caso de dúvida, temos o senso comum. Em que direcção fugiam os alemães? Isso diz tudo. Corriam do leste para ocidente e não ao contrário, assim como agora há quem vá de sul para norte, também por razões de liberdade, de justiça, de guerra e fome. Se nas escolas se explicasse a fundo em que direcção os povos fugiram ao longo dos tempos, talvez houvesse menos mal-entendidos e mais prevenção perante certos profetas.

Gamado daqui:
http://jugular.blogs.sapo.pt/2809450.html


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Citações #25

"Os homens são movidos e perturbados não pelas coisas, mas pelas opiniões que eles têm delas."
- Epicteto

‎"A sinceridade e a honestidade são as chaves do sucesso. Se puderes falsificá-las, estás garantido."
- Groucho Marx

“O castigo por não quereres participar na política é acabares governado por pessoas piores do que tu”.
- Platão

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Millôr Fernandes, "Poesia Matemática"

Às folhas tantas
do livro matemático

Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.

Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...

Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.

Até que se encontraram
No Infinito.

"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.

"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

E de falarem descobriram que eram
- O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs -
Primos-entre-si.

E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.

Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Retas, curvas, círculos e linhas sinoidais.

Escandalizaram os ortodoxos
Das fórmulas euclideanas
E os exegetas do Universo Finito.

Romperam convenções newtonianas
E pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.

Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.

E fizeram planos, equações e
Diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

E casaram-se e tiveram
Uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.

E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...

Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.

Era o Triângulo,
Chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade

Como aliás, em qualquer
Sociedade.

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Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Citações #24

"Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos."
- Anais Nin

"Não te alongues a contar as tuas façanhas, nem os perigos que terás passado; não podes querer que os outros tenham tanto prazer em escutar-te como tu em contá-los."
- Epicteto

"Para que merda serve viver, se não acreditar em algo melhor que me espera?
- Eduardo Galeano

Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e na desgraça, a qualidade
- Confúcio

"Nada une tão fortemente como o ódio - nem o amor, nem a amizade, nem a admiração."
- Anton Pavlovich Tchekhov

"Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de sobra."
- René Descartes

"É melhor ser pessimista do que optimista. O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra."
- Millôr Fernandes

"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer, encontra uma desculpa."
- Provérbio árabe

"Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra-lhe directamente no coração."
- Nelson Mandela

"O segredo da felicidade é o seguinte: deixar que os nossos interesses sejam tão amplos quanto possível, e deixar que as nossas reacções em relação às coisas e às pessoas sejam tão amistosas quanto possam ser."
- Bertrand Russell

"Só há um caminho para a felicidade. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade."
- Epicuro


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Newton Faulkner, "Teardrop" (Massive Attack)



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Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me, makes me lighter
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Nine night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Stumbling a little (2x)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"Pode-se prometer acções, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre, ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder."
- Friedrich Nietzsche, in 'Humano, Demasiado Humano'

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tolerância não é igualdade!

"Eu sou contra a tolerância, porque ela não basta. Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro. Sobre a intolerância já fizemos muitas reflexões. A intolerância é péssima, mas a tolerância não é tão boa quanto parece. Deveríamos criar uma relação entre as pessoas da qual estivessem excluídas a tolerância e a intolerância. "

- José Saramago, in 'Globo (2003)'

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Comentário:
Parece-me e talvez esteja enganado, que a relação de igualdade que Saramago refere, nos poderá conduzir a uma relativização moral absoluta, em que os valores de várias pessoas e sociedades são colocados numa plataforma igualitária.
Parece-me uma noção descabida!

Em alternativa, talvez o ser humano atingisse um estado em que todas as pessoas defendessem os mesmos ideais.
E este é um ideal comunista de massificação do ser humano!

Se, penso eu, colocar todos os valores em pé de igualdade é ridículo; ter todos os seres humanos alinhados pela mesma bitola, talvez seja patético!


P.S.
A tolerância, como Saramago bem percebeu, resulta de considerarmos os nossos valores superiores, mas, mesmo assim, permitirmos a outras pessoas e sociedades, cultivarem valores e práticas com as quais não concordamos.

A tolerância assume a sua máxima expressão e a sua máxima beleza quando dispomos de poder para impor os nossos valores a terceiros e mesmo assim lhes deixamos a liberdade de escolha para errar!

E esta simples questão, a do direito de escolher diferente, foi um conceito com o qual os comunistas nunca se deram bem!

domingo, 26 de junho de 2011

"Se falares a um homem numa linguagem que ele compreenda, a tua mensagem entra na sua cabeça. Se lhe falares na sua própria linguagem, a tua mensagem entra-lhe directamente no coração."
- Nelson Mandela

quinta-feira, 23 de junho de 2011


Esta tecnologia vai fazer parte do nosso futuro! É muito interessante... e assustador até dizer chega!
:-O

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In a future mind-controlling game, death row convicts are forced to battle in a 'doom'-type environment. Convict Kable, controlled by Simon, a skilled teenage gamer, must survive 30 sessions in order to be set free. Or won't he?

"Não vemos as coisas como são, vemos as coisas como somos."
- Anais Nin