terça-feira, 24 de abril de 2012

"A liberdade do Homem não consiste em fazer o que quer, mas sim em nunca fazer o que não se quer."
- Jean Jacques Rousseau

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Conversa da treta"

Pois, pois...
Quantas pessoas concordando com isto, não praticam?
E quantas se assustam ou discriminam quem pratica?


terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que é um verdadeiro amigo?


Será alguém que não finge ser nosso amigo?
.
Existirá um conjunto de características que distingam os verdadeiros amigos dos que não o são?
.
E se a pessoa não tiver alguma(s) dessas características, já não é "verdadeiro" amigo?
.
Ou basta que a pessoa em questão seja honesta e queira o nosso bem e, já agora, nos ajude da forma que puder (mesmo que de vez em quando meta as patas)?
.
Por exemplo, uma amiga disse-me que um verdadeiro amigo saberá sempre ler-nos na alma se estivermos tristes mas a fingir que não estamos.
.
A minha perplexidade, naturalmente, passa pela dúvida que a "verdadeira" amizade crie no amigo a sensibilidade e a percepção para ultrapassar as máscaras que todos nós usamos e que alguns de nós usam tão bem.
.
Neste caso específico:
Um verdadeiro amigo, veria além dessa máscara e perceberia a nossa tristeza e depois disponibilizar-se-ia para nos ajudar. (mas se percebesse e não quisesse ajudar, ainda assim seria verdadeiro amigo?)
.
Por outro lado, uma pessoa que não percebendo a nossa tristeza, mas que depois de nós a declararmos, fizesse o que estava ao seu alcance para nos ajudar, não seria um verdadeiro amigo?
.
Ou para ser "verdadeiro", há que juntar ambas as características?
E justifica-se um tal rigor na classificação de "verdadeiro" amigo?
.
E por curiosidade, no segundo caso, o que chamaríamos a essa pessoa que nos ajuda?
Simplesmente amigo?
E será possível existirem (simples) amigos e verdadeiros amigos?
.
Não cessa de me espantar esse desejo que tanta gente tem e tenta colocar em prática de serem "adivinhados". De esperarem da outra pessoa a capacidade de saberem o que se passa com elas quando elas não o dizem e quando, muitas vezes, nem a própria o sabe.
.
Eu também gostaria de ser adivinho e de ser adivinhado.
.
Mas, se por vezes sou um ou outro, tenho a noção de que tanto mal entendido, tanta confusão e dor resulta deste desejo...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Para onde fogem?
Rui Herbon

Os alemães recordaram que fez meio século que os dirigentes da então República Democrática Alemã, uma das ditaduras comunistas mais asfixiantes surgidas depois da Segunda Guerra Mundial, ordenaram a construção de um enorme muro para impedir que os cidadãos submetidos àquele regime opressivo fugissem para a parte de Berlim que, controlada pelos aliados ocidentais, constituía a passagem para a Europa da democracia, dos direitos humanos e da combinação menos imperfeita entre igualdade e liberdade.

O muro de Berlim foi baptizado como uma ferramenta de “protecção antifascista”, uma pérola da cínica retórica totalitária. Infelizmente, hoje ainda há quem se autodenomine antifascista mas que, com as suas atitudes e acções, não faça mais que imitar tudo o que diz combater.

Por exemplo, o PCP queria derrubar Salazar ao mesmo tempo que era apoiado por Estaline e depois Ceausescu, um desconcertante paradoxo. Claro que agora ninguém defende a Alemanha comunista, mas ainda ouvimos justificações para o regime cubano e chinês, pela via sentimental ou tecnocrática. Sempre embusteiras, claro, porque nenhum dos que as formulam quereria viver como os cubanos ou os chineses.

 É certo: há nostálgicos e há espertalhões que defendem seja o que for desde que sirva para manter o seu negócio. O que não há, entre as elites, é desinformados. Sabia-se o que era a RDA e sabe-se o que são Cuba, China, Síria, Arábia Saudita ou Irão.

E, em caso de dúvida, temos o senso comum. Em que direcção fugiam os alemães? Isso diz tudo. Corriam do leste para ocidente e não ao contrário, assim como agora há quem vá de sul para norte, também por razões de liberdade, de justiça, de guerra e fome. Se nas escolas se explicasse a fundo em que direcção os povos fugiram ao longo dos tempos, talvez houvesse menos mal-entendidos e mais prevenção perante certos profetas.

Gamado daqui:
http://jugular.blogs.sapo.pt/2809450.html